É possível ter qualidade de vida quando se tem perda auditiva?

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Perda auditiva e qualidade de vida

A audição é um dos mais importantes sentidos do ser humano, sendo imprescindível para que a comunicação seja bem sucedida. O impacto de uma perda auditiva na vida de um indivíduo é enorme, pois não afeta somente sua capacidade de compreender adequadamente as informações sonoras, mas principalmente o modo de se relacionar com seu meio e sua cultura.

O Brasil é um país em desenvolvimento, e, por enquanto, há predominância da população jovem. Entretanto, com a evolução da medicina e com as melhorias na qualidade de vida, a expectativa de vida da população brasileira está aumentando, contribuindo assim para o crescimento da população idosa.

A audição também envelhece?

A perda auditiva é uma das dificuldades que mais atinge a população que envelhece e também é uma das mais incapacitantes. É causadora de vários problemas, tais como: dificuldades de comunicação, isolamento social, depressão e sentimentos negativos, que podem afetar seriamente a qualidade de vida. Devido à perda auditiva, há prejuízo nas relações interpessoais, bem como dificuldades para se manter informado pelos meios de comunicação e de usufruí-los como lazer. A deficiência auditiva provocada pelo processo de envelhecimento tem seu início antes dos 60 anos. Homens e mulheres sofrem com a perda da audição. Sabendo-se o quanto a perda auditiva interfere na qualidade de vida dos indivíduos, independentemente da idade, adultos e idosos são encaminhados para o processo de reabilitação, que se inicia, em muitos casos, com a seleção e a adaptação de próteses auditivas.

Melhorar a capacidade auditiva significa diminuir a privação sensorial, evitando o isolamento e proporcionando melhora em sua capacidade de interação com o meio em que vivem. O afastamento do meio familiar e social, em decorrência de uma perda auditiva pode originar ou agravar quadros de isolamento ou depressão. O processo de reabilitação auditiva possibilita que as pessoas retomem a sua vida social, participando de atividades em grupo, melhorando sua auto-estima e bem-estar.

Pesquisas científicas evidenciam que a qualidade de vida de indivíduos que possuem perda auditiva melhora significativamente após a adaptação das próteses auditivas, as quais devem ser indicadas por médicos otorrinolaringologistas e adaptadas por um fonoaudiólogo, que selecionará o tipo e modelo mais adequado às características auditivas do paciente.

Não precisa ter vergonha de usar aparelhos auditivos

Atualmente, as próteses auditivas possuem tecnologias e recursos cada vez mais avançados, no sentido de proporcionar ao usuário melhor qualidade dos sons e, conseqüentemente, melhora da compreensão da fala. Além disso, têm-se buscado características estéticas cada vez mais evoluídas, com aparelhos menores e praticamente imperceptíveis, pois muitos ainda possuem certo preconceito em utilizar as próteses.  Portanto, não se preocupe: EXISTE O APARELHO AUDITIVO IDEAL PARA VOCÊ! Acesse aqui para maiores informações.

Referências Bibliográficas

Silman, S.,  Iório, MCM,  Mizhahi, MM,  Parra, VM – Próteses auditivas: um estudo sobre seu benefício na qualidade de vida de indivíduos portadores de perda auditiva neurossensorial. V.16, n2, 2004.

Teixeira, AR, Almeida, LG, Jotz, GP, De Barba, MC – Qualidade de vida de adultos e idosos pós adaptação de próteses auditivas. Rev Soc Bras Fonoaudiolo. 2008, 13(4): 357-61.

Marques ACO, Koslowski L, Marques JM. Reabilitação no idoso. Rev Bras Otorrinolaringol. 2004;70(1):806-11. 2. Veras RP, Caldas CP. Promovendo a saúde e a cidadania do idoso: o movimento das universidades da terceira idade. Ciênc Saúde Coletiva. 2004;9(2):423-32. 3. Veras RP. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de um instrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad Saúde Pública. 2003;19(3):705- 15. 4. Cook JA, Hawkins DB. Hearing loss and hearing aids treatment options. Mayo Clin Proc. 2006;81(2):234-7.

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